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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma reflexão acerca das políticas públicas e seus atravessamentos na área da saúde mental e educação

Texto apresentado pelo COMDEF (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência) na Reunião Extraordinária do Conselho Municipal de Saúde de Piracicaba. Na ocasião foram convidados todos os conselhos municipais da cidade para discutir sobre a situação da Saúde Mental no município.

Inicio esta conversa problematizando a representatividade do nosso conselho. Explico: o que se constata é que, de verdade, o nosso público (o da pessoa com necessidades especiais) ainda pouco se mobiliza: seja por conta de questões de mobilidade urbana propriamente dita ou por falta de mobilização, pois ,muitas vezes desconhece o conselho que as representa (COMDEF). E é em direção a esse caminho que vamos caminhando...

Então, como falar de Conselhos Municipais, se o cidadão de um modo geral, desconhece seus direitos e a existência dos Conselhos como seu representante efetivo na melhoria e na implementação de políticas públicas? Aqui, vale perguntar: o que é de fato, uma política pública? E o que significa realmente ‘fazer política’?. É aí que sentimos a nossa deficiência e imaginamos que essa questão também esteja presente nos demais Conselhos. Quanto à nossa deficiência (insuficiência, fraqueza - Dicionário HOUAISS), sabemos que somos sim deficientes, enquanto sociedade, quando se trata de lidar com a diversidade humana.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Reflexões sobre a construção de uma escola aberta para todos

Por Letícia Ribeiro Borges Benevides
 (Mesa redonda "Educação inclusiva e Inclusão pelo trabalho" - 21/09/2011)

Pensar a inclusão, há algum tempo, é obrigatório para todos mas principalmente para professores e outros profissionais ligados a educação ou que trabalham com pessoas com deficiências e alterações significativas do desenvolvimento. Hoje, aqui, mais uma vez nos reunimos para pensar e discutir questões relativas a esta temática. A inclusão é um movimento que valoriza a diversidade, sinaliza a necessidade de se garantir o acesso de todos a todas as oportunidades, independente das peculiaridades de cada indivíduo. Nesta direção, há mais de uma década, fomos impelidos a rever a história e a prática da escola, visando não só o aprimoramento do trabalho desenvolvido mas também a procura de uma forma de “pagar” a dívida histórica acumulada durante anos de uma prática educacional excludente e segregadora. Assim, passamos a rever o conceito de homem, de aluno, de escola, e aquela educação conteudista que visava formar indivíduos, num formato único. Passou a ser urgente uma mudança conceitual e prática na educação. Precisávamos mudar a forma de educar para equiparar as oportunidades e construir uma escola aberta para todos.